set 20, 2008 - Links    1 Comment

Livro do Paulo Nogueira Neto para baixar (grátis)

O livro “Vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão”, do Dr. Paulo Nogueira Neto, é o tipo de livro que não necessitaria apresentações no meio melipônico. É um livro histórico, que fundamentou as bases da meliponicultura no Brasil.

Acontece que todas as edições deste rico material de pesquisa estão esgotadas, e só nos resta a procura interminável nos sebos e depósitos de livros usados, mas cada vez mais esse livro está se tornando um item raro. Ainda não tive sorte nesta empreitada!

Garimpando na internet, encontrei o site do Laboratório de Abelhas, da USP, laboratório esse que teve início com a participação do Dr. Paulo Nogueira Neto.

Pois bem, ao clicar no link das “Publicações”, no meio de muito material de pesquisas e informações disponibilizadas pelo Laboratório de Abelhas, você encontrará, quase no final da página, na seção Livros, a seguinte referência:
1997-NOGUEIRA NETO, P. – Vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão. Ed. Nogueirapis, São Paulo, 442p (edição esgotada).
E, ao lado da referência, um ícone de um arquivo em pdf. Se você salvar esse arquivo, passará a ter uma cópia do livro “Vida e criação das abelhas indígenas sem ferrão” em formato digital, o que já ajuda bastante.
(Você pode baixar o livro clicando diretamente neste link, mas recomendo expressamente a visita ao site do Laboratório de Abelhas da USP. Você não vai se arrepender) ;)

Claro que nada se compara ao prazer de manusear um livro original, mas ter a informação disponível é o que mais importa. Bom proveito!


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set 19, 2008 - Eventos    No Comments

Relatos do VII Encontro Estadual de Meliponicultores – Segunda Parte

Durante a tarde a primeira palestra foi “Criação Intensiva de Abelhas Indígneas no RS e Polinização Dirigida com Meliponídeos em Cultivos Protegidos e ao Ar Livre“, ministrada pelas pesquisadoras Sídia Witter, da FEPAGRO e Betina Blochtein, da PUC/RS. A ênfase nesta apresentação foi o potencial dos meliponíneos como agentes polinizadores, tanto em cultivos protegidos (em estufas) como ao ar livre. Foram apresentados dados de pesquisas desenvolvidas nas mais diversas culturas, principalmente em olerícolas, como moranguinho, tomate, melão, entre outras. Apresentaram também o Projeto Manduri, desenvolvido nos municípios de Rolante, Riozinho e São Francisco de Paula, proposto pela Associação Papa-Mel de Apicultores de Rolante, que pretende reflorestar com espécies nativas da região, áreas de preservação permanentes e/ou degradadas, juntamente com a instalação de meliponários com três espécies de abelhas nativas: Manduri, Guaraipo e Tubuna (maiores detalhes no site do projeto). Comentaram ainda sobre as publicações que já foram editadas com a sua autoria (Boletim Técnico – Nº 15 – 2005: Abelhas sem ferrão do Rio Grande do Sul: manejo e conservação, disponível para compra no site da FEPAGRO) e outras publicações sobre meliponíneos no RS, de autoria das pesquisadoras, que estão para serem lançadas.

A próxima palestra, “Pesquisa e Extensão em Meliponicultura e a Biodiversidade na Propriedade Rural Agroecológica do Território Sul“, serviu para expor as atividades desenvolvidas pelas entidades de pesquisa e extensão rural: Embrapa, Emater/RS e CAPA.

Pela parte da Emater, o Sr. Eduardo Souto Mayor relatou as experiências e iniciativas acompanhadas por esta importante instituição de extensão rural (sim, estou puxando a brasa para o meu assado). Além da propriedade do Sr. Ildo Lübke, já comentada no post anterior, foi apresentado também um projeto que leva a meliponicultura para a sala de aula, através da doação de colméias de mirins (Plebeia nigriceps) para os alunos das séries iniciais de escolas públicas do município de Canguçu (região de Pelotas). As colméias foram observadas sistematicamente pelos alunos, e as suas observações serviram de subsídio para as mais variadas disciplinas nas salas de aula (redação, em português; anotações em tabelas, estatísticas, operações, em matemática; biologia dos insetos sociais, em ciências; expressão artísticas, em artes; e muitos outros exemplos). Uma das professoras envolvidas no projeto prestou o seu depoimento exaltando o projeto e a parceria com a Emater, bem como relatando os excelentes resultados alcançados. Foram relatados ainda outras iniciativas pioneiras de incentivo da meliponicultura desenvolvidas pela Emater/RS.

Da parte da Embrapa, o pesquisador Luis Fernando Wolff relatou os trabalhos de pesquisa desenvolvidos por esta instituição, destacando o trabalho de análise do própolis de diferentes espécies de meliponíneos, procurando identificar o uso potencial do mesmo, em comparação ao própolis de Apis, visando a confirmação de mais um produto com potencial econômico. Relatou também as pesquisas desenvolvidas em polinização de cultivos com meliponíneos. Uma das coisas que me chamou a atenção nesta palestra foi sobre a grafia da palavra Meliponíneos x Meliponídeos, mas vou falar sobre isso no próximo artigo.

Falando pelo CAPA (Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor), o Sr. Fábio A. Mayer apresentou a sua instituição, bem como o trabalho por eles desenvolvido, no sentido de capacitar pequenos produtores rurais nas mais diversas áreas do conhecimento, incluindo aí a meliponicultura. Destaco aqui ênfase na socialização dos conhecimentos, para todos os públicos e etnias (e não apenas para aqueles com acesso a internet). Destaco também o trabalho feito com a população indígena, buscando o resgatate histórico da meliponicultura como atividade desenvolvida pelos nossos índios. Os principais trabalhos realizados (além dos cursos ministrados) estão no uso de meliponíneos na polinização de hortaliças, visando a produção de sementes ecológicas de hortaliças, para cultivos orgânicos, e também a troca/intercâmbio de material genético, que foi colocado como o principal desafio.

Buenas, com um bom atraso, mas termino aqui o relato sobre as palestras apresentadas no VII Encontro Estadual de Meliponicultores. Pretendo ainda fazer um artigo com minhas impressões gerais sobre o evento, mas isso fica para daqui a alguns dias.


Artigos relacionados:


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ago 26, 2008 - Eventos    No Comments

Relatos do VII Encontro Estadual de Meliponicultores – Primeira Parte

Conforme prometido em posts anteriores, começo aqui o relato sobre VII Encontro Estadual de Meliponicultores, que ocorreu no Campus da Universidade Federal de Pelotas, no dia 07 de agosto de 2008. “Iniciando pelo início”, vou falar primeiramente sobre a parte da manhã:

Logo após a abertura das atividades, teve início a primeira palestra: “Reconhecimento das Espécies de Abelhas Indígenas Sem Ferrão do RS e Abelhas Nativas da Metade Sul“, palestra esta ministradas pelas pesquisadoras Betina Blochtein, da PUC-RS, e Sídia Witter, da FEPAGRO, que participam deste evento desde a sua primeira edição. Foram (re)apresentadas as 20 espécies de meliponíneos presentes naturalmente no Rio Grande do Sul (3 de meliponas, 16 de trigonas e 1 Lestremita). O que mais me chamou a atenção foi a parte relativa a presença natural de meliponíneos na Metade Sul do estado (principalmente Pelotas e região ao redor): foram constatados apenas 6 espécies: 5 mirins e a tubuna 4 mirins, a tubuna e a irapuá. Jataís não estão presentes naturalmente nessa região. O prognóstico sugerido foi trabalhar na conservação das espécies (algumas estão na lista dos animais em extinção), polinização e estudar a viabilidade da tubuna na produção de mel.

ago 15, 2008 - Colméias Racionais, Manejo    No Comments

Colméias Züge para Jataís

Antes de começar a postar sobre o VII Encontro de Meliponicultura do RS (vide post anterior), quero recuperar aqui um artigo que eu tinha no meu antigo site, que fala sobre a Colméia modelo Züge. Na minha humilde opinião, esse modelo de caixa racional é um dos melhores modelos existentes para quem quer trabalhar com divisão de colméias de meliponíneos.
Bom, chega de jogar conversa fora! Vamos ler o artigo, nas palavras do criador da colméia, Valmir P. Zuge:

Como a maioria dos meliponicultores, também já experimentei vários modelos de caixas racionais. Passando obviamente pelas PNN, Sobenko, Cúbicas, etc. Pensando em melhorar a eficiência ou mesmo adaptar caixas para melhor manejo próprio, estou ora apresentando um modelo que achei ser mais eficaz para manejo dos enxames de jataí (Tetragonisca angustula).

Esta caixa não é nada de muito novo, mas sim a síntese de alguns pontos positivos de outras colméias. Basicamente a caixa consiste em três gavetas sobrepostas, sendo as duas inferiores para o ninho e a superior para melgueira.

Em detalhes: a gaveta inferior é composta apenas pelas quatro paredes e o fundo da caixa. O orifício de ingresso também se situa em um dos cantos internos dessa gaveta. Deste modo as abelhas constroem o túnel de ingresso ao longo dos cantos da caixa, permitindo melhor aproveitamento de cera e não interferindo nos potes de alimento.

A gaveta do meio, consiste na parte superior do ninho. As quatro paredes são idênticas às da gaveta inferior. O diferencial é que nesta gaveta existem dois pequenos pisos (peças C e D) que delimitam a área dos favos de cria (10x10cm) e servem de “prateleira” para parte dos potes de alimento. Nestas peças deve haver vários orifícios de 1cm para passagem das abelhas. Estes orifícios também melhoram a circulação dos feromônios.

A melgueira é uma gaveta adicional que tem paredes com espessura menor (2,5cm) do que as outras gavetas (5cm), assim consegue-se aumentar consideravelmente o seu volume interno e diminui o custo. Nesta gaveta o fundo é formado por quatro peças paralelas com separação de 1cm e nelas também existem vários furos de passagem. Obs.: Para melhor eficiência da caixa, deve-se colocar a melgueira somente depois que o enxame esteja bem estruturado (gavetas do ninho com muitos potes de alimento).

No geral, deve-se colocar em todas as gavetas algumas varetas de bambu para conter os potes e o ninho, a fim de que estes não venham a ficar presos no fundo da gaveta superior. Também aconselho fazer as emendas da madeira com encaixes, assim evita-se que correntes de ar frio entrem pelas frestas.
No geral, deve-se colocar em todas as gavetas algumas varetas de bambu para conter os potes e o ninho, a fim de que estes não venham a ficar presos no fundo da gaveta superior. Também aconselho fazer as emendas da madeira com encaixes, assim evita-se que correntes de ar frio entrem pelas frestas.

Dimensões das peças:
A = 25 x 7 x 5cm (4 pç)
B = 15 x 7 x 5cm (4 pç)
C = 15 x 4 x 1cm (1 pç)
D = 10 x 4 x 1cm (1 pç)
E= 20 x 4 x 1cm (4 pç)
F = 25 x 7 x 2,5cm (2 pç)
G = 20 x 7 x 2,5cm (2 pç)
Fundo e tampa = 25 x 25 x 2,5cm

Para fazer a divisão de um enxame, este já deve ter muitos potes de mel e pólem nas gavetas do ninho e a faixa de transição dos favos deve estar no meio do ninho, isto é, na gaveta inferior devemos ter apenas favos novos(com ovos e larvas) e na gaveta superior devem estar os favos nascentes(mais velhos). Depois verifica-se se existem realeiras(no mínimo uma) na parte dos favos mais velhos, se sim, então apenas separa-se as duas gavetas e junta-se a cada parte uma gaveta complementar vazia. A colméia que ficará com os favos novos mais a rainha deve ser retirada do local original, onde será colocada a outra caixa(com os favos mais velhos e realeira). A melgueira deve acompanhar a caixa onde está a rainha, na colônia nova não é colocada melgueira. Depois de alguns meses, as duas colônias estarão perfeitamente estruturadas e, dependendo do enxame e de manejo adequado, pode-se dividir uma mesma colônia duas ou três vezes no período de um ano. Para revisar o ninho sem mexer na melgueira, é preciso apenas separar a melgueira com a tampa ainda presa nesta.

Nos meses que antecedem a florada devemos acrescentar a melgueira nos enxames mais fortes. Depois de cheia de potes, é só recolhê-la para retirada do mel.

Como se percebe, fica muito fácil fazer a divisão de enxames, coletar o mel ou fazer revisões periódicas. Posso dizer que um enxame pode ser divido em menos de 10 minutos sem precisar muitos cuidados e também sem precisar romper potes de alimento, amassar favos de cria ou lambuzar as mãos. Isto evita em muito o estresse da colônia e evita o ataque de inimigos.

Observações:

  • Se você mora em regiões onde o inverno não é tão rigoroso, pode diminuir a espessura da madeira, cuidando para manter as medidas internas. Mas não reduza para menos de 3 centímetros de espessura. O ideal é manter os 5 centímetros de espessura da caixa original.
  • Maiores informações sobre a caixa modelo Züge, acesse o site do Valmir. Lá você também encontará informações de como entrar em contato com mesmo.
  • Esse modelo de caixa pode ser adaptado a muitas outras espécies de meliponíneos, bastando adotar as medidas relativas a cada espécie. Maiores detalhes você encontra no site do Valmir.
ago 11, 2008 - Eventos    1 Comment

VII Encontro Estadual de Meliponicultores – Eu Fui!!

Quase 1500 Km depois, muita estrada, três dias de palestras, muito cansaço, e estou de volta ao lar-doce-lar! Mas com certeza valeu cada minuto do evento. Tanto o VII Encontro Estadual de Meliponicultores quanto o XIII Seminário Estadual de Apicultores foram ótimos!

Muito bom conhecer novos meliponicultores, compartilhar conhecimentos, fazer novas amizades e conhecer mais pessoas que tem a mesma paixão. Nos próximos dias estarei fazendo um relato de como foram as palestras, quais as novidades e tudo o que consegui aprender no evento. Por enquanto, vou curtir a família e descançar um pouco! Nos vemos em breve!

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jul 29, 2008 - Eventos    No Comments

VII Encontro Estadual de Meliponicultores

Acontece no dia 7 de agosto de 2008 o VII Encontro Estadual de Meliponicultores, evento paralelo ao XIII Seminário Estadual de Apicultura, juntamente com os outros tradicionais eventos paralelos, a XI Feira Estadual de Produtos Apícolas (Expoapis) e o IX Concurso Estadual da Qualidade do Mel, que estarão ocorrendo em Pelotas (RS) entre os dias 7 a 9 de agosto de 2008, no Campus da Universidade Federal de Pelotas.

Com uma programação que promete ser muito interessante, o evento é também um momento de troca de experiêcias e intercâmbios. Estarei presente no evento e na próxima semana farei um relato do que aconteceu por lá.

Para quem quiser maiores informações e fazer sua inscrição, visite o site do Evento.

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mai 28, 2008 - Trigonas    No Comments

Vídeo de Tubunas na terra

Desculpem pela baixa resolução do ví­deo, foi feito com uma máquina digital. Mas dá para perceber a entrada do ninho, com o tubo caracterí­stico das tubunas, e também percebe-se que é uma colméia forte, pela grande atividade das operárias.

[video:youtube:HjblkrpFqeA]

Esta colméia está ao pé de uma bergamoteira (humm, bergamotas no sul = mexiricas), e o ninho é totalmente subterrâneo. Em outro post estarei colocando fotos do local e da entrada.

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mai 28, 2008 - Não categorizado    No Comments

Estamos de volta!

Buenas… quase completamente de volta…

Depois de muito tempo, estamos voltando a escrever sobre as nossas abelhas sem ferrão, reativando o antigo link do site. Com o tempo, iremos retomar os arquivos antigos e trazer novos materiais. Obrigado pela paciência, e sejam bem vindos!

Eliazer Kosciuk

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